Alerta máximo: Itaporã entra em zona de risco para Dengue e Chikungunya em 2026

  • 14/01/2026 09:11
  • Saúde
Apesar de todas as medidas adotadas pelo poder público, a Gerência Municipal de Saúde reforça que a participação da população é fundamental.
Alerta máximo: Itaporã entra em zona de risco para Dengue e Chikungunya em 2026


A Gerência Municipal de Saúde de Itaporã, por meio do Departamento de Controle de Endemias (DECOE), emite um alerta à população sobre o risco de uma possível epidemia de Dengue e Chikungunya no primeiro semestre de 2026, conforme apontam as autoridades de Vigilância em Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul.

De acordo com dados oficiais, Mato Grosso do Sul registrou, em 2025 até a semana epidemiológica 52, 14.461 casos prováveis de dengue, sendo 8.461 confirmados, com 20 óbitos. No mesmo período, o Estado contabilizou 14.148 casos prováveis de Chikungunya, dos quais 7.650 foram confirmados, resultando em 17 óbitos.

Em Itaporã, os números também exigem atenção. O município registrou 31 casos prováveis de Dengue, com 28 confirmações, e 106 casos prováveis de Chikungunya, sendo 103 confirmados. Felizmente, não houve registro de óbitos por essas arboviroses no município. A Gerência Municipal de Saúde destaca que este foi o primeiro surto de Chikungunya registrado em Itaporã, reforçando a importância da prevenção contínua.

Outro dado preocupante é o resultado do último LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti), realizado na primeira semana de janeiro de 2026 em Itaporã. O levantamento apontou um índice de infestação em torno de 3%, o que representa sinal de alerta, já que o índice considerado ideal pelo Ministério da Saúde é inferior a 1%.

As autoridades alertam que o início do ano, marcado por altas temperaturas e chuvas frequentes, cria condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Soma-se a isso o período de férias escolares, quando há maior fluxo de viagens, o que pode favorecer a introdução e circulação dos vírus no município.

A população deve ficar atenta aos sintomas mais comuns dessas doenças, como febre repentina, dores no corpo, dor de cabeça e atrás dos olhos, manchas avermelhadas na pele e coceira. Ao apresentar qualquer um desses sinais, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

O Departamento de Controle de Endemias (DECOE) vem intensificando as ações de combate ao mosquito, com visitas domiciliares para eliminação de criadouros, tratamento químico em depósitos fixos, bloqueio de casos notificados por meio da aplicação de inseticida com equipamento costal motorizado, instalação de armadilhas ovitrampas para monitorar a presença do vetor e orientar as ações, além da realização de ações educativas com som de rua, levando informações diretamente à população.

Apesar de todas as medidas adotadas pelo poder público, a Gerência Municipal de Saúde reforça que a participação da população é fundamental. Manter quintais, comércios e terrenos baldios limpos, eliminar recipientes que acumulam água — como latas, copos, potes descartáveis, tambores, pneus e lonas —, evitar plantas aquáticas, colocar areia nos pratos de vasos, vedar corretamente caixas d’água e fossas, além de manter calhas limpas, são atitudes simples e eficazes.

A orientação é que cada morador reserve apenas 10 minutos por semana para vistoriar o quintal e eliminar possíveis focos do mosquito. Com essa ação simples, cada cidadão contribui para a proteção da própria saúde, de sua família e de toda a comunidade.

A Prefeitura de Itaporã, por meio da Gerência Municipal de Saúde e do DECOE, reforça que o combate ao mosquito Aedes aegypti é uma responsabilidade de todos e segue trabalhando de forma contínua para prevenir e controlar as arboviroses no município.

 

Assessoria de Comunicação

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